Parque Nacional da Gorongosa doa sangue ao Hospital Central da Beira
Aug 10, 2011 - Parque Nacional da Gorongosa
Num esforço humanitário para salvar vidas com o líquido cuja fábrica única é o organismo humano, trabalhadores do Parque Nacional da Gorongosa (PNG) acabam de colaborar com uma brigada do Hospital Central da Beira que se deslocou a esta estância turística a fim de colher sangue para repor o stock do banco de sangue.
Arnaldo João Chapo, durante a doação do seu sangue
Em entrevista com parte dos doadores de sangue no PNG apurámos: "
Para mim trata-se da primeira vez. Nunca antes eu tinha doado sangue. Tive aquela coragem de ir também experimentar porque amanhã posso ter minha família com falta de sangue. Se o meu sangue pode ajudar, então talvez possa vir a ajudar também minha família, meus filhos, meus irmãos e muita gente. É a razão que me levou a ir doar sangue. Mas durante a doação, eu não senti nada mal. Depois da doação fui ter uma pequena refeição e tinham entre outras coisas sumo Santal, para além da refeição acompanhada de salada. E passou todo o dia, não senti nenhum mal acontecer. Ao fim do trabalho, larguei e fui para casa muito bem. Dormi e acordei bem no dia seguinte. Não senti algo estranho. Por isso, até agora já tenho força e coragem para participar em muitas doações quando existirem mais". Disse Arnaldo João Chapo, rabalhador do PNG, depois de doar sangue.
Caisias Tembo sorri, enquanto dá uma parte do seu sangue
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Doei bem sangue. É a minha segunda vez a doar. Não senti nada mal. Nem vertigem nem qualquer mal-estar. Foi algo muito normal. Aceitei doar meu sangue porque sei que vai salvar vida de alguém que realmente precisa de sangue para viver. Estou disposto a doar mais assim que haja mais campanhas de doação de sangue". Palavras de Caisias Tembo, outro trabalhador do PNG envolvido na doação.
Procurámos obter a apreciação de um dos técnicos envolvidos no processo de doação de sangue no PNG, o enfermeiro Nildo Chigavale:
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De uma maneira geral, o processo decorreu muito bem. Os trabalhadores já estavam sensibilizados. Foi difícil as pessoas perceberem logo de início. Mas, passado algum tempo, as pessoas começaram a ganhar coragem. E ai, um por um, começaram a comparecer e fizeram a sua doação. Como é um acto novo, é pela primeira vez, nunca tinha sido feito aqui no Parque, custou aos trabalhadores logo compreenderem à primeira. Mas pouco a pouco, as pessoas começaram a aderir ao processo. Viram que um colega foi doar e não teve complicações médicas, o estado de saúde dele continuou normal, e dali os outros vieram também prestar este acto de solidariedade".
O enfermeiro Nildo Chigavale na sua mesa de trabalho
Convidámos o enfermeiro Nildo a avaliar a aderência dos trabalhadores à doação, e obtivemos o seguinte testemunho:
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Foi positivo porque, apesar de termos 400 trabalhadores, a verdade é que nem todos os trabalhadores têm a sede do seu local de trabalho aqui no acampamento do Chitengo. O Parque é vasto e os trabalhadores estão distribuídos por diversas áreas. E mesmo os que têm o seu posto de trabalho aqui no acampamento de Chitengo, parte deles não realiza as suas actividades aqui na zona de Chitengo. No entanto, aqueles trabalhadores que estiveram aqui dentro do acampamento, deram a sua parte. E foi muito boa a doação de sangue".
Domingos Muala
Departamento de Comunicação do PNG