Os humanos que vivem dentro do grande ecossistema da Gorongosa são a sua maior ameaça. No entanto, estes seres humanos podem optar por serem o melhor amigo e protector do ecossistema. Os povos que habitam a Gorongosa são uma componente do ecossistema, dependem dos recursos naturais da região e o destino do parque está nas suas mãos.
Em 2004, o governo Moçambicano e a Carr Foundation lançaram uma campanha de longo prazo para levarem as comunidades locais a proteger a Serra da Gorongosa e o ecossistema todo do parque, dando às populações locais o papel de participantes na saúde e futuro do Parque. Vinte por cento do rendimento do ecoturismo na Gorongosa (Safaris fotográficos, observação de pássaros, passeios guiados à montanha...) é dado aos conselhos de gestão das comunidades locais, os quais gastam o dinheiro em projectos de âmbito social nas suas aldeias. As partes não consideram esta redistribuição do rendimento uma oferta, as comunidades fizeram por ele ao prestar assistência na gestão do Parque, partilhando os mesmos objectivos de conservação.
A gestão da Gorongosa passa por trabalhar com os locais para criar uma Zona de Desenvolvimento Sustentável (Zona Tampão) de 5000 quilómetros quadrados, fora dos limites do Parque, onde o desenvolvimento será controlado a fim de se assegurar a protecção de florestas e cascatas.