Parque Nacional da Gorongosa Moçambique

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Economia

 

Moçambique tem vindo a mostrar um crescimento económico promissor desde o final do conflito armado, em 1992. Contudo, continua na lista dos países mais pobres do mundo. Cerca de oitenta por cento da população vive com menos de um dólar por dia. As pessoas que vivem no Parque e em volta dele são especialmente pobres e encontram-se geograficamente isoladas dos grandes centros urbanos do país, onde a maioria das oportunidades de emprego surgem. Quase todos são agricultores. O solo não é fértil e a precipitação varia drasticamente durante o ano e de ano para ano.

As populações cultivam milho, sorgo, feijão, couve, tomate, pimentos, vegetais diversos, mandioca e raiz de cará. Plantam também muitas espécies de árvores de fruto – incluindo banana, papaia, ananás e manga. Criam cabras, porcos, frangos e galinhas da Guiné. Vendem alguns produtos, algodão e animais por dinheiro. Também vendem carvão e mel ao longo das estradas principais.

Para além de trabalharem horas a fio nos seus terrenos, passam boa parte do dia a recolher lenha e a caminhar longas distâncias para irem buscar água para cozinhar e lavar. Algumas pessoas ainda caçam, pescam e recolhem plantas selvagens para alimentação e medicina, mas esta actividade de subsistência está a decair, ainda que mais pessoas tentem entrar na economia de mercado florescente de Moçambique.

As oportunidades de frequentar o ensino são também limitadas. A maioria das escolas da região são cabanas lamacentas. Albergam turmas de cerca de 50 alunos que partilham um quadro, normalmente há falta de cadeiras ou mesas, livros escolares ou até lápis ou papel. É normal os estudantes terem de caminhar quilómetros todos os dias para assistirem às aulas da manhã ou da tarde. Algumas famílias não possuem recursos financeiros para enviar todos os seus filhos à escola, por isso, muitas raparigas são designadas para permanecerem no lar e ajudarem com as tarefas domésticas familiares.

A economia local sofre também com os cuidados de saúde inadequados. São pouco os que acedem a clínicas e ainda menos os que consultam um médico ou enfermeira qualificada. Têm a sorte de poder contar com uma vasta variedade de produtos de medicina tradicional, feita a partir de plantas locais.

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